Domingo, 11 de Maio de 2008

Sentires em música

Linda.
A ouvir.
E logo eu que não gosto do homem.
Mas a música está divinal.
É um sentir em música.
Diz-me muito.


Dentro e fora

Os meus dentros e os meus foras numa interpretação livre.
De como me vejo, de como me sinto nos interiores e aquilo que expresso para os meus exteriores.
Coisa profunda esta!
Dá conversa até mais não, e parece até que vou daqui fazer uma dissertação e análise profunda sobre o assunto.
Nada disso.
Simplinho, simplinho o que vou escrever.
Nada de elaborado ou articulado de forma muito rebuscada.
Na certa, muito, muito relativo, sobretudo nos foras, porque é o que eu acho que passo e como me vêem, não exactamente aquilo que as pessoas com quem interajo poderão dizer sobre a minha pessoa. E é bem capaz, de neste aspecto, não haver qualquer tipo de sobreposição de opiniões, mas acho que vale o exercício.

Dentros:
Stressada, ansiosa, intempestiva, impulsiva, um furação, um desassossego, sempre em frenesim, a bulir por dentro, insegura, complicada, arisca...

Foras:
Calma, controlada, contida, serena, plácida, cheia de autoconfiança, segura, ponderada, pragmática, um doce...

Sou tudo isto, com expressão de dentros e foras, e de como os dentros são diferentes dos foras e vice versa, e de como em certos alturas podem ser os foras dentros e os dentros foras.
É o caso de hoje.
Os meus foras estão dentro....
Estou extremamente calma, plácida e serena.
Sabe-me bem.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Saudades

É uma palavra bem portuguesa esta da "Saudade".
A sua tradução para qualquer outra língua é extremamente difícil.
É impossível sintetizar tudo aquilo que ela quer dizer, tudo aquilo que nos transmite e o tanto que contém, em qualquer outro idioma.
Dizem os senhores da Wikipédia que é uma palavra especialmente complexa.
Até eles, coitados, se vêm em palpos de aranha para a explicar.
A transcrição mais óbvia das óbvias é para o inglês e o seu "Miss you".... mas.....é tão ligeirinho quando comparado com saudade, tão destituído de sentir....
Saudade não tem par.
Saudade é uma palavra que faz sentir e que transmite sentir.
É cheia de significados.
Pode ser encarada como uma palavra depressiva mas eu não a vejo assim.
É sinal de viver.
De viveres felizes.
De partilhas com pessoas que gostamos.
De momentos.
De prazeres.
Só temos saudades de coisas boas.
Antigamente não gostava dela tão somente porque não a entendia.
Agora é uma das minhas preferidas.
Transmite-me muito bem estar.
Adoro ter saudades.
De tudo.
E neste momento estou cheiaaaaaa de saudades.
É tão bom!

Plágio

Este é um post que tem origem no blogue de uma amiga.
Está ali nos sítios onde cusco: Universos alternativos.
Tem origem naquilo que lá li e me fez pensar. Sobretudo porque é uma situação que também acontece comigo.
E pedindo desculpa a autora, num plágio assumidíssiiiiiiiimooooooooooo e sem que tenha pedido autorização para o fazer, vou utilizar as suas palavras para introduzir o tema.
Espero que não me leves a mal.....
São umas palavritas, tiradas de um contexto, mas com as quais me identifiquei:

"...Quando estou muitíssimo bem não escrevo. Não deixo o que me deixa feliz para escrever..."

Acontece-me a mim também.
Não é a toa que aqui não aparecem letras há muito tempo.
A ausência corresponde a um estado...o estar bem.
E apesar de eu já ter feito o mea culpa e dito que este espaço é muitas vezes um despejo de sentimentos menos felizes, nunca tinha pensado no assunto sob este prisma:

"...Não deixo o que me deixa feliz para escrever..."

Nunca percebi que me direccionava para aqui escrever quando estava menos bem.
Apesar de saber que me aliviava.
Até porque tenho estado menos bem e portanto o escrever saía-me.
Agora que estou mesmo bem vejo que de facto não tenho a compulsão de escrever.
Perdi-a.
E tenho pena.
Eu gosto tanto de escrever.
Mas estou bem.
Ou seja ganhei algo.
E já escrevi sobre coisas bem ligeiras estando mal.
E agora nem pesadas nem ligeiras me saiem.
Hei-de reclamar?
Só se fosse tonta!
Porque estou muitoooooooooo bem.
Mas gostava de escrever também......
Ai ai....dilemas!


Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Reflexões

Apesar de ter telemóvel há muito tempo só recentemente aderi às sms.
Sim, é verdade!
Representam uma forma simples de comunicar com alguém dispensando o telefonema.
Mas resisti imenso tempo a utilizá-las.
Não me apetecia aprender a mandá-las, duvidava e duvido, apesar das evidências por mim recebidas que me dizem o contrário, que sejam entregues em tempo útil......e até que sirvam para alguma coisa....mas adiante!
No fundo porque acho que nada substitui a voz e a comunicação ao vivo.
Mas sim....sou utilizadora do meio.
Já lhes descobri algumas virtudes.
Poucas, mas descobri.
Mais que não seja o facto de que mandando uma sms evitamos a devassa da privacidade e dos tempos de alguém que andando sempre de telemóvel se vê a par e passo compelido a atender aquela coisa que toca.
São giras pela forma como podem ser utilizadas.
Detesto as banais.
Aquelas que dizem coisas que damos por adquiridas e perfeitamente inócuas como por exemplo
"Por cá nós todos bem e vocês?"
Gosto muito das "originais".
Aquelas que dizem muito e que nas entrelinhas imenso sugerem.
Essas sim vale a pena escrevê-las.
E sobretudo lê-las.
Apesar de serem impacientantes e despersonalizantes como qualquer meio tecnológico de contacto.
Em que se interage com alguém mas sem o viver.
Pelo menos sem um viver que eu considere "normal".
Reflexões.....

Tiques

O segundo dos tais tiques de que falava......

Blogueiro que se leva a sério.....

.....aspira ao Prémio Nobel.


No mínimo!
E se bem que ao da literatura ache um pouco forçado por razões óbvias e modéstia pura, de certeza que o da paz lhe poderá ser concedido. Quanto mais não seja por ser um líder de opinião junto das suas hostes, ou seja junto de quem o lê.

Ps: Não gosto do termo blogueiro.....soa-me muito a brasileiro!

Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Obsceno

Este é um título que cumpre uma função..... a de agarrar de imediato o caro leitor.
É sempre um sucesso falar-se de coisas obscenas.
Mobiliza as gentes e torna até o mais distraído dos distraídos atento ao assunto.
Como pode isto ser!
O ser humano é mesmo assim.
Devasso por natureza.
Adoraaaaaaaaaaaaaaaaaaa uma boa obscenidade.
Mas não, não tive a intenção calculista de agarrar ninguém.
Muito menos pelas letras.
E não, não vou falar em obscenidades.
Referia-me tão só ao tamanho obsceno do meu último post.
E sim, é verdade, estou sem ideias....logo saiu esta coisa assim.
Mas tinha de ser!
A ver se se me desemperra a cabeça e começo de novo a escrever.
Em suma ..... esta foi uma estratégia criativa.
O Dopping aplicado à escrita.
No seu melhor estilo.

Terça-feira, 25 de Março de 2008

A minha visão

O meu irmão faz hoje anos.
Vinte e oito.
Quisera ele esconder a idade e não poderia.
Está aqui escarrapachada para toda a eternidade.

Nasceu a 25 de Março de 1980.
Um glorioso ano para se nascer.
Chegou ao ano 2000 com a fantástica idade de 20 anos!
Como eu invejo o facto de ele ter nascido num ano com o número redondo, e logo eu, que nasci num ano super bicudo...o de 1971!
Ele nasceu a uma Terça ou a uma Quinta - Feira, não tenho bem a certeza.
Sei que, tal como agora, corriam as férias da Páscoa.
E que estava um dia de Primavera lindo, com o sol quente e o céu bem, bem azul.
Lembro-me de ter sido um dia normal...mas um tanto ou quanto diferente também.
Lembro-me da espera.
De ter achado que estava sozinha no mundo, sem Mãe, sem Pai e com um Irmão a chegar.
Recordo-me de achar que tinha um papel importantíssimo a desempenhar neste dia...o da irmã que espera, conformada com a demora e que se porta na perfeição para não causar qualquer transtorno aos Pais.
Fi-lo com um brio!
Acho que estava excitadíssima, mas parece-me que ninguém o soube, tão compenetrada estive neste papel de irmã mais velha.
Não transpirou a minha impaciência.
Acho!
A minha Mãe foi de madrugada para o hospital com o meu Pai e eu fiquei entregue aos cuidados de uma amiga: A Fernanda.
Tenho a vaga ideia que foi ela que me levantou da cama e me deu o pequeno almoço.
A manhã passei-a a brincar no quintalão dos correios com a Maria João e a Rita.
E foi em casa delas que almocei, depois de ter vendido a manta à Fernanda, com quem era
suposto almoçar, trocando - a por um atum com feijão frade em casa dos Carreiras.
Este é um prato que abominava à altura, agora adoro, mas que face à brincadeira, preferi.
E caladinha e resignada à minha triste sorte, comi.
Por volta das cinco da tarde, estava eu em frente aos correios, não sei bem a fazer o que ou com quem, vejo o meu Pai a chegar e a dizer "Já nasceu. Anda vê-lo".
Morreu a memória do caminho.
Não sei como foi.
Lembro-me dos corredores do hospital desertos.
Estava tudo vazio.
O meu Irmão foi dos últimos bebés a nascer nesta santa terrinha.
Os passos ecoavam pelo espaço que era e é enorme.
A vontade de correr era grande...pareciam kilómetros que eu estava a percorrer.
Mas novamente me contive, num misto de pudor e reverência, por quem ia visitar.
E pelo meu papel claro!
Se era para ser bem comportada, era para ser bem comportada!!!!
A minha Mãe estava no último quarto daquela ala.
Todos os outros estavam vazios.
O hospital era dela.
O quarto tinha três camas e ela ocupava aquela que estava mais próxima da porta.
Como é óbvio, não lhe passei cartão nenhum quando entrei, porque também não sabia muito bem o que fazer ou dizer...nunca tinha estado naquelas circunstâncias!
Acho que fiquei meio estática e hesitante face à novidade.
Ao lado da cama estava o berço.
Pois estava....era suposto eu fazer alguma coisa?
A partir daqui a memória esfuma-se e penso que o que guardo são sobretudo imagens e já não sensações ou sentimentos daquele dia e dos dias mais próximos que se lhe seguíram.
Lembro-me de estar orgulhosíssima dos meus Pais, de mim e do meu Irmão.
E de estar lhes grata por aquele "coiso" que tinham posto na minha vida.
Embora eu não percebesse muito bem como...o certo é que ele estava ali.
Era meu.
Do meu irmão, dos meus sentires por ele, das metas que me e lhe tracei na nossa relação de irmandade, guardo muita coisa e com ele vivi e tenciono viver muito ainda.
Inconscientemente assumi de imediato a responsabilidade daquele Ser, como se fosse desígnio divino eu cuidar dele e do seu bem estar em todos os planos.
Alimentação, descanso, educação, lazer...tudo!
Embora não tenha planificado nem tivesse maturidade para isso, olhando para trás sei que fiz muita coisa com o objectivo de o preparar para a vida.
Não sei bem explicar, mas fi-lo.
Foi importantíssimo para mim abrir-lhe horizontes e cultivar-lhe gostos.
Como todos os irmãos mais velhos fui/sou tirana pondo a fasquia sempre alta para o obrigar a exceder-se enquanto pessoa e a evoluir.
Também como todos os irmãos passamos por varias fases de relacionamento.
A diferença de idade também o permitiu.
Inicialmente o ascendente era todo meu...até ai aos 7/8 anos.
Podia fazer guerra psicológica, impor-me pela força física...tudo valia.
E ele a aturar....
A partir dai, e aos poucos a coisa foi-se alterando.
A relação equilibrou-se.
Pudera!
Ele passou a ter mais força que eu!
Apesar de continuarmos a ser o gato e o rato, de termos pontos de vista tão diferentes, de discutirmos por coisas insignificantes...."Por acho que devia ser assim" e "Não gostei do que fizeste", eu procuro-o muitas vezes mesmo que só para o atazanar...sinal que lhe quero bem e o inverso também sinto ser verdadeiro....mas não, ele não me procura com esta postura infantil.
Sou eu a tonta.
E quem tem um modo torcido de dizer "Gosto de ti".
Ele sempre foi muito mais meigo comigo.
Se de início eu era uma fonte de saber para ele, rapidamente ele passou também a mostrar- me o mundo e a ser uma referência para mim em termos de gostos, de saberes e de viveres. Durante anos achei que ele fazia o papel de meu namorado.
Era a pessoa que me estava mais próxima e com quem eu partilhava muito.
A diferença de idade está agora muito mais esbatida.
Quando o olho, o vejo e o sinto sei que está preparado para a vida.
De uma forma que eu não esperava.
Ultrapassou aquilo que sonhei para ele e é uma pessoa super bem formada.
Com uma cabeça muito boa e uma maturidade incrível embora talvez ele não tenha esta noção dele próprio e não se dê conta daquilo que "é".
E hoje em dia os papéis inverteram-se e ele tornou-se o irmão mais velho, aquele que me orienta, me segura, me atura, me corrige o rumo e me faz ver as coisas de uma forma menos negra nos tempos que atravesso e que são algo tempestuosos.
Fica-me a ideia que ele me dá muito mais do que eu lhe dou a ele.
E é um enorme privilégio tê-lo como irmão.
Beijo Luís!

Domingo, 23 de Março de 2008

Votos

Pois que estamos na Páscoa. E nesta altura, como em qualquer quadra que nos lembre a família e aqueles de quem gostamos, é suposto que se troquem votos de felicidades e desejos de tempos bem passados. Não que seja uma obrigação mas porque se tem gosto nisso.
Este ano não o fiz, porque a verdade, verdadinha, é que nem dei pela Páscoa chegar. Trabalhei na Sexta - Feira Santa e despistei-me com os dias.
Mas também, desde que Páscoa deixou de significar uma viagem ao Alentejo, a casa dos meus Avós, com reunião da família mais alargada, passou para mim também a ser, tão somente, um feriado muito conveniente.
Tenho pena que assim seja.
Foi com um peso na consciência que recebi os votos de Boa Páscoa que quem me quer bem me endereçou. Fui ultrapassada pelos acontecimentos. Coisa impensável porque gosto de antecipa-los.
Mas pronto....aconteceu.
E foi um gosto recebe-los.

Sábado, 15 de Março de 2008

Notazinha do dia

Encontro-me habilitada, desde as 20.22 horas do dia de hoje, a receber uma carta do Srº Ministro das Finanças, informando-me que depositou na minha conta bancária uma quantia, que no mínimo, esperarei ser avultada.
Isto porque acabei de entregar o meu I.R.S..
Depois de coleccionar documentos um ano inteiro, de ter feito o sacrifício de gastar dinheiro para ter despesas, de ter classificado metodicamente, como sempre faço, tudo o que é necessário apresentar, de ter eliminado....imagine-se eliminado! algumas delas, de as ter somado todas, de fazer a prova das somas, de ter lutado com o site da DGCI porque me dizia que tinha erros na declaração, de ter corrido Seca e Meca para encontrar os códigos da freguesia, do artigo e da fracção onde está inscrita a bela mansão que possuo e sem os quais a declaração não seria aceite.....depois disto tudo....de duas horas perdidas.....estou habilitada!
Viva Viva!!!!!!!

Gadgets

Gadgets e tecnologias fazem o meu dia.
Adoro tudo o que lhes diga respeito.
Não conheço colega minha do belo sexo com idêntica paixão.
Como é óbvio existirão mas não considero um genuíno interesse feminino este das tecnologias.
Acho que é a minha costela masculina a falar quando fico fascinada por "Máquinas" e "Funções".
ADORO!
A feminina revela-se quando acho ser de primordial importância o aspecto estético da coisa (o que interessa muito para o desempenho...),
É condição sine qua non que o look do "objecto" seja absolutamente breath taking.
Isto tudo porque estou a escrever do meu brinquedo novo, que para além das inúmeras capacidades tecnológicas que nunca saberei utilizar, tem uma particularidade...essa sim importante!
É lindo!

Depósito

Engraçado como é uma óptima terapia vir despejar neste espaço estados de alma menos felizes.
Uma vez aqui depositados parece que já não são meus.
A sensação que me fica é que escrevendo, desabafando para aqui sobre os meus "sentires negros" eles se esbatem, tornam-se menos importantes e permitem-me ir à minha vidinha de cabeça arejada e de sorriso na cara.
Fantástico, não?

Ps: Espero que ninguém me queira remunerar com juros por tão soturno depósito.

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Diferente

Acordei a apetecer-me algo de diferente.
Estou naqueles dias em que ando algo letárgica.
Faço mecanicamente o que tenho de fazer, mas sem que este "fazer" me traga grande mais valia, tenha sabor ou me entusiasme por ai além.
Limito-me a fazer porque tem de ser feito.
Estou de cara amarrada parecendo que toda a gente me deve alguma coisa.
Com um ar de enfado.
Parece que me foi dado o mundo para cuidar e eu não me apetece fazê-lo.
Numa situação normal começaria logo a tratar do assunto.
Hoje não me apetece.
Por puro capricho.
Estou rezingona como ninguém.
A rezinguinsse é-me toda dirigida, mas coitado de quem me ouve.
Coitada até de mim que não me estou a aturar muito bem.
Tudo porque me apetece algo diferente.
Estar onde não estou, fazer o que não faço, ir para onde não vou.
E ainda por cima saber que ao chegar vou ter vontade de partir para outro lugar.
(Obrigada Variações por descreveres tão bem o meu desassossego)
Tudo, tudo porque me apetece algo diferente.
O quê?
Ah, se eu soubesse!

Sábado, 8 de Março de 2008

Tiques

O primeiro dos tais tiques de que falava......

Bloguista que se leva a sério.....

.....está sempre a pensar sobre o que postar.


Ps: Detesto o termo bloguista.....mas não me consigo lembrar de nenhum melhor.

Autocrítica

Cruzes, credo!
Que horror está este meu ultimo post.
Não posso nem abrir o blogue!!!
É que dou de caras logo com o titulo e já só por ai começo com comichão.
Sinto assim.......uma sensação como que de absorção, mas ao contrário.
Como fui eu capaz de escrever uma coisa tão sensaborona?
Que desgosto tenho!
Nem todos os post estão parfait como eu gostaria, mas neste eu não me revejo mesmo...está abominável!
Fartar-lhe-a uma coisinha assim para estar giro?
Talvez!
Ai quem dera saber o quê!
Estou inconsolável.
Está bem....não é caso para tanto!
Eu sei que sou dada a exageros, e então os de linguagem são a minha cara....mas que querem....não posso renegar escritos.........mas que este está um horror....está!
As minhas desculpas....
Vou tentar entrar em negociações comigo para me desculpar também.
Não acredito que me consiga convencer.
A ver vamos.

Ps: Uma coisa boa já aconteceu. Este Post fez com que quando aqui se entra já não se leia aquela cafonice de titulo.........Hobbies!
Pfffff!
Onde estava eu com a cabeça?

Domingo, 2 de Março de 2008

Hobbies

Hobbies, passatempos, desportos ou lá o que se queira chamar às actividades com que as pessoas se entretêm nos seus tempos livres.
Existem imensos, alguns velhos como o tempo e que continuam a ser praticados, outros ainda por inventar.
O certo é que o "bicho homem" tem de se ocupar...mesmo ocioso (Filósofa que estou!).
Todos os hobbies tem em comum o facto de entrarmos neles para experimentar.
Como uma mera brincadeira.
Um a ver vamos.
Depois...depois gosta-se da coisa.
É giro praticar aquela actividade.
E aquilo que era a tal mera brincadeira torna-se um assunto seriíssimo.....
Passa a encher-se a boca quando se nomeia aquilo com que nos ocupamos "O meu Hobbie" ou "Eu pratico..." ou....
O orgulho faz encher o peito ao relatar-se a terceiros os feitos atingidos....ou imaginados, claro!
Surgem então as necessidade imperiosas deste ou daquele equipamento por forma a melhorar imensamente as performances já atingidas.
Coisas indispensáveis à prática da modalidade e sem as quais se começa a pensar não se poder passar.
E pronto.....haja "disponibilidade" de dinheirinhos e logo nos equipamos com tudo aquilo que é absolutamente "essencial " para a progressão desejada. Sem estes gadjets, nada sai bem e com certeza não se pode evoluir na modalidade....ou é isso ou a falta de jeito...mas adiante.
São também estas preciosidades adquiridas as primeiras a ficar empalhadas num canto da casa quando se perde o elan e deixa de haver pachorra para a praticar...mas isso não interessa nada!
Surgem também comportamentos diferentes....., não direi estranhos (mas podia dizer), nem bizarros......são diferentes, próprios de alguém que está de alma e coração numa coisa.
Perfeitamente entendíveis...desde que dentro de um contexto....fora....uhm!...são assim um tanto ou quanto.....ridículos!
E isto tudo para dizer que desde que comecei a debitar letras aqui para este espaço , desenvolvi assim.....uns tiques!
Coisas que não me levarão, certamente, a um internamento compulsivo no Júlio de Matos...mas .....são uns tiques.
Umas coisas que faço porque tenho um hobbie....neste caso....um blogue.
Em termos de investimento a coisa foi quase nula....bastou um computador...papel e caneta por vezes...logo...o que fica para registar?
Os tais tiques.
E são os meus tiques como bloguista que resolvi assumir e compilar, bem como os tiques que observo noutros colegas de ofício com quem me cruzo. Vou fazer uma série de posts sobre este tema.
Peço ajuda a quem souber ou se lembrar de mais alguns que mos relate.
Eu aproveito de certeza.
E isto porque acredito haver um comportamento típico associado ao blogar....

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Música

É uma mera sugestão...mas gostava que ouvissem esta música enquanto me estivessem a ler.
A imagem não interessa.
A música é linda.





Quem comigo priva sabe que onde quer que esteja estou acompanhada por música.
Sempre, sempre...se não está música, é porque eu também não estou por perto.
É uma paixão enorme.
Acho que supera a paixão da leitura.
Sem ler eu consigo estar, sem música não...nunca.
Sou uma consumidora compulsiva de sons musicais, isto, apesar de ser completamente destituída de todo e qualquer sentido musical.
No ciclo preparatório lembro-me distintamente de estar junto ao piano com a professora de música, a Dª Teresinha Calado, a fazer escalas musicais e de ter dito, na cara da pobre Senhora um "Eu não gosto disto". E recordo-me também que nas aulas de Educação Musical se faziam umas coisas que eram os ditados rítmicos, que eu odiava, e que fazia assim ao calhas porque sou dura de ouvido...e confesso, também, que de muito me valeu o Tony, parceiro de cadeira, que tinha veia para a coisa e me deixava copiar, por ele, os ditos ditados.
Por sorte, sabedoria alheia ou ainda porque a minha Mãe era professora e ficava mal a filha da Rosa ter más notas.....o certo é que sempre tive quatro à disciplina.
Mas continuo sem distinguir um Dó de um Ré.
Apesar disso eu sei reconhecer uma música aos primeiros acordes e fico possessa se não me recordo de imediato qual é.
Da mesma forma que posso andar dias, semanas, meses ou anos à procura daquela música que ouvi em tal sítio e que gostei tanto e que quero ter à mão de semear para ouvir quando me aprouver.
Da mesma forma, também, que posso ouvir milhentas vezes a mesma música que não me canso....e tenho períodos da minha vida que associo a esta ou aquela música porque na altura eu a ouvia e ouvia e repetia vezes sem conta...no tempo das cassetes a coisa era complicada, porque eu acabava com a fita das ditas de tanto repetir.....agora? na época do cd e do repeat automático......já não acontece tanto....mas de quando em vez surgem cd's riscados de tanto tocar a mesma música!
Sabe-me bem ouvir música alta de dia (alta não é bem o termo...é mais aos berros) e baixinha, baixinha de noite.
É a primeira coisa que faço de manhã...ligar o rádio, mesmo antes de pôr os óculos...e sabe Deus como sou míope!
E é a última coisa que faço depois de me deitar...desligar o som.
A música acompanha-me, transmite-me emoções.
Tenho músicas que escolho quando estou alegre e me reforçam a energia.
Tenho músicas que ponho a tocar quando preciso de tranquilidade.
Tenho músicas que adoro mas me põem depressiva e outras há que me põem o astral em cima quando preciso.
Tenho músicas.....muitas!
Esta que aqui toca enche-me as medidas.
Adoro-a.
Acho-a linda...não propriamente nesta versão que não gosto muito...mas não consegui arranjar uma melhor para aqui pôr.
Tem o condão de me pôr tranquila e serena.
Ouço-a ao lusco fusco, geralmente nos Domingos de Verão, com a janela aberta de par em par, quando ando no quintal a arranjar isto ou aquilo e me preparo para o dia seguinte......a 2ª feira...e o malvado trabalho.
Hoje é Domingo... :)

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Pode?

Adorei ler o "Equador" do Miguel Sousa Tavares.
Já não me recordo bem mas acho que devorei o livro em três ou quatro dias.
Lembro-me de estar assim como que possuída por uma transe compulsiva para o ler.
Uma febre!
E acabei por lê-lo de supetão.
Sempre a travar-me para não ler depressa demais e em ânsias porque inevitavalmente as páginas eram cada vez menos e o livro iria terminar.
Não sei se foi o escritor que me conseguiu prender ao livro ou se eu estava para ai virada. Muitas vezes o nosso estado de espírito pode determinar a forma como apreciamos as coisas. No caso, eu adorei, amei o livro do princípio ao fim.
O novo livro do MST foi-me oferecido, no Natal, pela minha Mãe.
"Rio das Flores".
Guardei-o religiosamente à espera de uma altura em que tivesse disponibilidade para pegar nele.
Disponibilidade para que, se fosse possuída de igual febre como no anterior, tivesse tempo para me deleitar com o dito.
Rodiei-me de todos os cuidados.
A expectativa era enorme.
Antecipava o prazer de o ler ao mesmo tempo que temia que fosse uma desilusão. Sabia que a leitura deste livro podia afectar a memória do prazer que tive ao ler o outro.
Comecei a lê-lo.
E de mim para mim pensei...."uhmmmm, não sei não......parece-me que este não vai ser tão bom.....não faz mal...não estou a gostar muito mas vou dar crédito ao Senhor escritor...e depois se verá...se não gostar...paciência!".
Mas de repente o livro começou a prender-me e o tal frenesim da leitura voltou.
Começou a desenvolver-se a escrita e eu já encantada de novo com o que estava a ler.
Só que.....
Só que!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Só que, já tomada pela febre da leitura, difícil, difícil de conseguir controlar, e não havendo antipirético que me valesse, me acontece uma desgraça enorme!
Então não é que o livro me salta da página 64 para a 97?
Assim, sem mais nem menos, tenho um livro amputado em 33 páginas!
Incrível...
Imagine-se....
Ao comprar-se um livro de 627 páginas é suposto que as traga todas e não que venha assim amputado. E como leitora não é suposto fazer intervalos.....
Estou em prantos.....de crocodilo claro.....mas em prantos da mesma forma.
Estou em ressaca de leitura desde Segunda-feira e só antevejo melhoria para a dita quando for trocar o livro à livraria...coisa que acontecera lá para Sábado. Que está a kilómetros de distância temporal, como se sabe....
Pode ser uma coisa destas?
Não pode!

Marés de azar

Assim ando eu a navegar.
Em marés de azar.
De tudo me acontece.
Todas as semanas surge alguma coisa que não corre bem.
Tudo se me escangalha e até eu ando meia escangalhada.
E parece ser indiferente a esta maré o que lhe dita a lua.
Parece que veio para ficar.
Admitir que existem marés de azar significa que sei que existem também marés de sorte.
Já é uma coisa boa....mas ondem estão?
Preciso que apareçam.

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

"Ler" blogues

Continuation....
Neste caso ler o meu blogue.
É uma coisa completamente diferente ler o meu blogue.
Fosse eu coerente e consideraria razoável que me fosse aplicado tudo aquilo que escrevi no post anterior por quem me lê.
Mas não acho bem que o façam.
(Não é incrível? Arranjei maneira de dizer como devem ler o meu blogue! Danadinha que estava por fazê-lo! É a minha cara este tipo de coisas. Não por ser mandona. Mas por acreditar que estou a ajudar as pessoas a entender a coisa.Tonta que sou!)
Aqui, no meu blogue, o mais importante é o texto principal.....aquilo que escrevo.
O resto será acessório.
Mero foclore.
Quanto às fotos, à música...e tudo o resto...qualquer dia apanham-me aqui com essas coisas...entretanto são as letras que prevalecem.
São duas posturas. Completamente diferentes....uma enquanto leitora de blogues e outra enquanto proprietária....podem ser incongruentes e antagónicas, é verdade,mas para mim são absolutamente compatíveis.
Depois deste discurso inflamado, cheio de raciocínios e de lógicas ilógicas.....não sei se alguém me continuara a ler....é muito provável que me mandem à fava.........mas.......apeteceu-me dissertar sobre o tema.
Apetites!


The End

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

"Ler" blogues

Blogues?
Não os leio.
Originalidade minha?
Claro!
Só eu para pensar, dizer e escrever uma barbaridade destas.
Mas francamente.....não tenho paciência.
Dito assim, baixinho, pode ser que pareça menos mal.
Mil perdões aos amigos que têm blogues e julgam que leio tudo de fio a pavio.
Pois que não....
(É desta que sou proscrita!).
Ler, cuscar, comentar...não tem muito a ver comigo.
Para mim, ler é de livro na mão.
E ao mesmo tempo, entrando num blogue, acho que estou a entrar na intimidade das pessoas e tenho um bocadinho (bocadão) de pudor em fazê-lo.
Eu sei, eu sei...só eu para dizer estas coisas....mas vou continuar a explicar.
Claro, evidentemente, que leio blogues, sobretudo os dos amigos...o que eu queria passar é que não é um uso, um hábito, um costume meu...não gosto muito de o fazer.
E quando chego a um blogue, o corpo principal, ou seja os posts.... passam-me ao lado.
Vou procurar aqueles pequeninos pormenores que me "falam" do proprietário do blogue e que me permitem, à posteriori, interpretar o tom com que o autor dos textos escreve e lê-lo segundo aquilo que apreendi sobre aquela pessoa.
Por outras palavras.....cusco tudo.
Gosto muito mais de fazer assim...é uma forma diferente de "ler".
E os pormenores são coisas como o grafismo, as cores usadas, se tem ou não fotos ( blogue que é blogue tem de ter fotos), a colunazinha do lado direito...ou esquerdo....onde estão os itenzinhos todos escolhidos pelo blogueiro para apresentar ao mundo, sobre si e os seus gostos, se tem ou não música.....se tiver é meio caminho andado para eu não gostar....irrita-me! Invade o "meu espaço sonoro"...sei o que se pretende com ela....criar atmosfera...mas....é contraproducente, o objectivo é que alguém leia e não que fuja dali a correr para acabar com a barulheira. Tira-me do sério.....e até posso gostar da música....mas distrai-me do passo final....que é o corpo principal do texto. No fundo o mais importante. Mas onde chego de uma forma rebuscada.....
To be continued...

Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Sim

- Não!
- Não.
- Não
- não
- não...
- Pois, mas não me parece.
- Talvez.
- Uhm...
- Se calhar...
- Vou pensar nisso.
- Tens razão.
- Ok.
- Sim.
- Sim!

Fosse eu um electrodoméstico e estaria acompanhada de um manual de instruções.
Nele constaria uma secção designada "modo de funcionamento".
Lá estaria descrito este comportamento como típico da minha pessoa.
A minha forma de dizer sim é esta.
Incoerente?
Sim.
Teimosa?
Pois...
Céptica?
Sempre!
Com evolução de pensamento?
Sim, também...

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Exilada

Tudo começou com uma queda fortuita do rato do computador.
Coisa normal, ainda que não vulgar....mas normal.
O rato deixou de funcionar.
Reconfigure-se o rato....assim fiz.
Rato funcionou.
Computador bloqueou.
Reiniciar vezes sem conta ( parece que é o que os manuais dizem....).
Resultou...desbloqueado computador...está a funcionar.
Ligar o browser para aceder à net.
Estranho....o browser mudou de aspecto...e não me disse nada...estranho....
Sugere-me mudar para chinês....não aceito como é lógico!
Aceder à net?
Deixei de conseguir.
Mail?
Pois....era bom!
Que fazer?
Fazer tantas tentativas quantas as necessárias para desbloquear situação.
Na mesma.
Entretanto....não sei como nem porquê....o browser afirmou-se e passou para os tais caracteres chineses, não reconheciveis pelo pc.
Como sei?
Em vez de letras apareciam quadradinhos....muitos...muitos....e quadradinhos não sei ler...ainda!
Telefonar fornecedor da internet.......está tudo bem, veja a Senhora, porque tem a ver com o seu computador.
Pois...estou a ver....e levo já dois dias a ver...e cheira-me.....e palpita-me.... que não conseguirei ver nada...
Entretanto, entretanto estou exilada em casa dos meus santos paizinhos...e à boleia da net deles.....
Pois.....exilada!
E a desesperar.....mas vou manter a calma....isto é fácil.....assim....que se veja o problema....é fácil!

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Simple things

Tornou-se um gosto o caminhar.
Andar…seja lá por onde for e para onde for.
É um prazer simples mas só recentemente o descobri.
Deve ser resultante do meu evoluir na idade…de certeza...(este evoluir é um eufemismo para a minha velhice).
O certo é que cada vez mais as coisas simples desta vida se tornam aos meus olhos essenciais.
Acho que isso me vem chegando com a idade e com a serenidade que a idade e a minha vivência pessoal me trouxeram.
A minha vida está mais depurada em termos de quereres, de metas, de objectivos e neste momento, o desfrutar da dita cuja e da melhor forma, surge como um factor primordial do meu dia a dia.
Mas dizia…o caminhar…passei a gostar imenso de o fazer.
Porquê?
Porque me trás um retorno incrível.
Tem a capacidade de me fazer sentir viva e me recarrega baterias por………….eu nem sei por quanto tempo…mas é imenso!!!!!
Fico com uma energia e uma vontade de viver fantástica.
E é uma coisa tão, mas tão simples….
Andar…seja lá por onde for e para onde for…
Em regra de manhã, com o sol a brilhar.
Pode até estar um dia frio.
Não faz mal que a ponta do nariz e dos dedos fique gelada.
Que a humidade faça com que o nariz, coitado, se ressinta e me torne fungona.
Em sítio com amplitude para que tudo possa observar.
Sozinha ou acompanhada.
A ouvir os sons à minha volta ou de phones nos ouvidos.
Adoro.
Recomendo.
Amanhã vou faze-lo.
Eu…mais o Michael Buble com o seu “Call me Irresponsable” que tem uma sonoridade incrível e que me acompanha por estes dias enquanto fundo musical.
No regresso devo vir impossível de aturar.
As baterias vão estar todas carregadas...

Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Triste

Acordei triste.
Nem sei bem como nem porquê.
O certo é que estou assim meio nostálgica e melancólica.
Acontece-me às vezes acordar neste estado em que tudo me parece pintado de cinzento e que a côr do mundo, se existe, se esvaiu para parte incerta.
Muitas vezes não existe acontecimento nenhum associado a este “estar”.
Não existe nenhuma chatice, contrariedade ou coisa que tenha corrido menos bem que o possa justificar.
O dia correu-me bem ontem.
Como explicar?
Sei que é um estado comum a muita mulher e que resulta da minha condição de ser….mulher.
Elas tem estas tendências.
Sei também que basta um pequeno nada para afastar de mim este sentimento.
Eu sou mesmo assim!
Basta um pequeno clic e o meu mundo enche-se de côr.
Mas, entretanto….estou como o dia…cinzenta.

Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Mudei!

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Visitas

Se alguém se deu ao trabalho de reparar, ali do lado direito da página, no fundinho mesmo, está um item que diz "Visitas".
Destinava-se a fazer uma contabilidade....apurada, claro!....do numero de indivíduos ou individuas (em linguagem menos pomposa...as pessoas) que passam aqui por este meu mundo.
Destinava-se.....porque não contabiliza nada nem ninguém que por aqui passe!
Acho que desisti de o pôr a funcionar.
O mail que relata quem passa...esse recebo fielmente, todo o santo dia!
Mas para que me serve se na contagem dos ditos senhores a quem adjudiquei o trabalho não aparece ninguém nestas paragens?
E como se sabe eu sou visitada...só eles parecem não dar conta.
Grandes ursos!

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Côr

Este meu verde anda a bulir-me com os nervos.
Está insuportável.
Deve ser por isso que a escrita não me corre bem e pareço uma queixinhas a debitar desgraças.
O que uma côr pode fazer!

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Título

A pensar.
E seriamente!
Não sei se conseguirei dormir tal a preocupação.
Estou a pensar mudar o título do blogue.
Na calha estão dois novos nomes que é como quem diz duas ..... originalidades?
Será?
Não me parece...mas ei-las:
Um institucional "Pensamentos avulso" ou um trocadilho...giro, giro, como "Reflexões sobre tudo e sobretudo sobre nada".
Foi o melhorzinho que me ocorreu.
O melhorzinho!
E qual das duas a melhor!
Tudo isto, porque a quantidade de postas de pescada por mim aqui lançadas, descascadas e opinadas, supera a paciência de qualquer um...até a minha!
E nada tem a ver com o que prometi aqui apresentar.
Indecisa que estou.....
Mudo ou não?
Claro que não mudo....mas é um facto...opino demais.

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Explicação

Este meu blogue surge numa altura especial da minha vida.
Numa altura em que necessitei de me reequilibrar, de me encontrar comigo e com os meus gostos, de parar para reflectir.
E foi num misto de objectivo/necessidade/gosto que resolvi iniciá-lo.
Não sei qual foi o factor preponderante....analisando bem....até sei....foi o gosto.
O gosto por escrever. O gosto por esta forma de me expressar, tão intimista mas que ao mesmo tempo permite chegar a tanta gente como se de uma conversa se tratasse e também .....confesso....o gosto por me ler.
Narcisismo, não é? Mas é verdade...gosto de me ler, que hei-de eu fazer!
Mas, por outro lado, consciente ou inconscientemente, tem sido como que uma terapia.
O escrever permite-me espairecer e ultrapassar um "Viver" que tive, e em que, ao contrário do que estou habituada, as coisas não correram bem.
Não houve um final feliz.
E eu não soube, não sei e acredito que nunca saberei gerir uma situação de perda de alguém muito próximo.
Um alguém que me deu muito e cuja perda, naturalmente, me deixou uma dor enorme, proporcional ao muito que lhe queria.
E em jeito de conclusão posso dizer que o "efeito terapêutico" que procurei na escrita esta a revelar-se benéfico.....e que o gosto por escrever fará sempre parte de mim.

Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Diário

Um diário.........nunca tive um diário.
É uma coisa que sempre considerei de adolescente.
E adolescente é coisa que eu nunca fui.
E como tal como poderia eu ter um diário se era/sou uma pessoa séria, séria e nada dada a frescuras de teenagers?
Ainda por cima sempre fui reservada....se o tivesse tido viveria horrorizada perante a ideia de que alguém o poderia ler sem a minha autorização e devassar-me a vida...o que seria uma tragédia face aos inúmeros segredos que teria para esconder...
Outra coisa importante seria a minha mania de ser perfeccionista...bastaria uma palavra mal escrita, um pontinho mal aplicado, um risco sem querer e pronto........estaria tudo estragado, teria de rasgar a folha e começar de novo.
Outra....a periodicidade...os diários devem ser escritos regularmente.....como aceitaria eu pegar no diário depois de três semanas sem escrever uma linha?
Nunca ficaria de bem comigo...sentiria sempre que teria de escrever tudo e tudo o que se passou naquele espaço de tempo.
E outra ainda.....a coerência naquilo que escreveria... tudo teria de ter lógica....!
Por isso, mesmo que tivesse tido um diário, não sei se teria para lá produzido fosse o que fosse dada t