sábado, 18 de fevereiro de 2017

Clássico de fim de semana

O acordar bem mais cedo que nos dias de trabalho ( 06:30), ficando-se depois  de olho bem aberto e sem se conseguir voltar a dormir. Precisamente quando podemos estar na cama aquele bocadinho a mais e dormir até fartar. Deve ser da excitação de se ter o fim de semana todo pela frente com montes de tempo para se consumir que a coisa se dá.
Certamente.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Comida


Sempre tive problemas como peso. E sempre terei,  bem sei, porque para além de muitos outros factores, fintar a genética é coisa muito difícil.
Alterno tempos de cuidado extremo com desbunda total.
Entenda-se no campo dos salgados, que doces nunca foi coisa que me cativasse. E desbunda refere-se a quantidades, não a qualidade e variedade, porque sopinha, fruta e verduras são coisas que fazem parte da minha refeição, por regra.
No entanto de há uns tempos para cá, comer seja o que for deixou de me dar prazer.
Incluso aquelas coisas que mais gosto.
Como...mas não me sinto satisfeita...
Não sei se desaprendi a comer.
Não sei de onde vem a falta de prazer.
Se o sentimento associado à comida e ao acto de comer é culpa, e se por isso não fico satisfeita.
Se o tempo me alterou paladar.
Se houve uma mudança qualquer de chip dentro da minha cabeça que seja responsável por isso.
Nada me enche as medidas.
Não consigo ter o gosto  que tinha ao comer um bife com batata frita, ou uns ovos estralados com salchichas...ou tantas outras coisas, que agora como e decididamente não têm o sabor que guardo do antigamente.
Não consigo pensar..."Temos isto para jantar. Tão bom!"
Não consigo mesmo. Ainda que tenha apetite, me apeteça comer. O prazer é que...não está lá .
E isto também num tempo em que o comer saudável é passado como mensagem por todos e mais alguns, non stop, e que a culinária parece que move o mundo, não fazendo outra coisa senão falar - se de comer e de comida.
Será por isso que também não consigo relaxar e desfrutar?
De facto não sei o porquê.
Mas acho que é importante a comida ser um prazer.
Entre outros claro...:)!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Primeira vez

Sinal do tempo que se vai fazendo sentir - o frio imenso que tenho de aguentar no meu local de trabalho, mesmo com aquecimento ligado - ou dos tempos que já vivi - uns meros 45 anos que certamente são responsáveis por algum desgaste do material constitutivo da minha pessoa ou sinal de coissíma nenhuma, o certo é que me encontro com Frieiras.
Situação que nunca esperei viver na minha vida.
Mas pelos vistos há sempre uma primeira vez para tudo.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Ano Novo

Terminou (finalmente) a época das festas!
Para mim são todas de uma vez, porque tive a infeliz lembrança de nascer bem pertinho do Natal. E assim em 9 dias comemoro tudo: Aniversário, Natal e Fim de Ano.
E claro, fico farta e desejosa que o tempo passe o mais depressa possível.
Começa com o suplício de fazer anos e de ter de os comemorar. Sempre detestei o dia, sabe-se lá porque. A aversão é tanta, que vou contando as horas, os telefonemas, os rituais, o almoço, o jantar, numa espécie de check list e de tensão acumulada que começa a dissipar-se lá pelas 23:00, quando posso dizer " Terminou...para o ano há mais, mas este ano já passou, já passou!". 
Emocionalmente fico de rastos. E depois recuperar demora o seu tempo. Como é óbvio, chegada ao Natal que é logo ali, dificilmente estou recomposta. 
O Natal, que sempre adorei, e continuo a amar de paixão, é dos dias que melhores memórias tenho ao longo de toda a vida, ainda que de cada vez que passa me sinta um pouco vazia. Não sei se a lembrança do antigamente, se a velocidade com que passa, deixa-me ali na bordinha entre o "gosto tanto", "foi tão bom" e o indiferente "passou-se".
Segue-se a passagem de ano que, sinceramente, abomino! E sei que deve ser comemorada, como forma de espantar misérias e trazer a esperança que todos nós precisamos para andar para a frente, mas porque é que o ritual tem de ser como é? 
Não tem mesmo nada a ver comigo. 
E é nesta montanha russa de gosto e não gosto, que se acaba o ano. 
E se chega ao dia 1.
Hoje. 
Dia que gosto. 
Sobretudo por ser véspera de um dia normal e de ser sinónimo de fim de festa. 
Desejosa que estava que tudo acabasse!
Bom ano!

domingo, 29 de maio de 2016

"Não tenho tempo para isso"

E de repente passaram quase 6 meses desde a ultima vez que aqui escrevi.
Alguém pode parar o tempo por favor, antes que aconteça de novo o mesmo?
Outra solução para o caso seria eu ter a mínima noção do que faço com os meus dias.
Que acho não ter. É sempre minha impressão que estou ocupadíssima e sem tempo para nada.
Mas por outro lado acho que me falta é organização e que se fosse mais objectiva seria mais consequente.
Mas por outro lado eu sou tão organizada…! Modéstia à parte, sou mesmo!
Não ajuda também à questão da falta de tempo o facto de ter mil e um interesses, que são tantos e tão poucos que a nenhum me dedico de alma e coração, ficando sempre sem fazer aquilo que realmente quero porque afinal "não tenho tempo para isso".
Não consigo objectivar e escolher.
Existe também a questão da perfeição. Tudo tem de ser feito com um primor…e como "não tenho tempo para isso", não se faz.
E assim se leva a vida.
A fazer-se sabe Deus o quê, a desejar-se fazer exactamente o que não se fez e sonhar como o que se poderia ter feito. E sempre com a firme convicção que esta falta de tempo é só uma fase, fruto de circunstâncias fortuitas, que breve, breve, se resolveram e que depois as coisas entram nos eixos.
Quando será que aprenderei a deixar de ser assim?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Hábito

Sozinha em casa, sem a minha companhia habitual.
Que estranho é.
Sobretudo porque na maior parte da minha vida, vivi sozinha e portanto, se há hábito que esteja arreigado em mim, é o de estar completamente bem, só comigo e com os meus botões.
Não existe por isso muita lógica nesta estranheza.
E na forma como ela se impõe.
Mas é um facto.
É estranho estar sozinha, é estranho desejar, por vezes, estar sozinha e agora que o estou, sentir a falta da minha companhia.
Ou seja, o hábito de uma vida foi-se sem me dar cavaco.
Mérito seja dado à minha companhia, como é óbvio, que apesar de podermos passar um serão sem dizer palavra, me faz falta.
Hoje em especial.
Dava-me jeito que estivesse aqui comigo.
Que bem me saberia.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Recheado

O tempo passa num instante. E um ano é isto mesmo: Janeiro, Abril, Férias de Verão, Setembro e o Natal. Tá feito.
O 2015 não foi diferente. Mas ainda assim, apesar de se ter "gasto" num instante, estou com a sensação que os meus dias foram enormes. Cheios de coisas. Cheios nem é a palavra certa para os definir. O certo, certo, é que foram mais para o recheado. 
Pareceram intermináveis quando vividos e no entanto olhando para trás passaram num ápice. 
Estranha sensação esta que não consigo explicar muito bem. 
Sobretudo porque foi um ano destituído de grandes acontecimentos. 
Mas imensamente recheado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A diferença

Muitas vezes dou por mim a surpreender - me  comigo própria. 
Pela positiva, acrescente-se.
Já aqui falei sobre o assunto, ainda que noutro contexto.
E hoje foi uma dessas vezes. 
De ser apanhada por mim própria a fazer coisas que não era suposto fazer  face à conjuntura instalada.  
Nos últimos dias andei vergada pelas responsabilidades e preocupações, como muitas vezes me acontece,  arrastando-me  por forma a cumprir o guião do dia, sem grande paciência para coisa alguma, até para me aturar a mim. E a sentir-me sem capacidade para remar contra a maré. 
Nestes dias perder tempo com trivialidades irrita-me de sobremaneira. Dar um bom dia irrita-me. Sorrir é esforço imenso e fazer conversa coloquial um pesadelo. Só quero que me deixem em paz. A mim e aos meus botões. 
Hoje, sem que nada do peso que trago às costas se tenha alterado, sem que assunto algum, dos que me atormentam na actualidade, se tenha resolvido, acordei com uma força e energia para enfrentar o dia enormes. Capaz de dar a volta ao mundo com a minha vontade e querer. Bem disposta, carregada de jovialidade e com a capacidade imensa para levar a água ao meu moinho. Sem stress e a desfrutar do dia. E esta atitude face à vida, à minha vida,  faz uma diferença, também ela enorme, no prazer que  retiro das coisas. Pequeninas ou grandes que sejam. E no resultado final do meu dia. 
Gosto deste lado meu. 
E da capacidade de passar por cima de dificuldades. 
Faz-me acreditar que existe sempre uma volta a dar. Um final feliz.  
Não gosto do lado mais escuro, que me tira sabor. Sei que a escuridão é indispensável para que a luz possa vir ao de cima. Percebo também e muito bem como a falta de luz se instala.  No entanto não sei que estimulo faz com que o  lado mais feliz (mais inteligente) se instala.
Daí a minha surpresa.

sábado, 3 de outubro de 2015

Votar? Sim! Em quem?…Ora, pois!

Sim, também eu falo de eleições.
Desde há muito tempo que ando com a angustia do que fazer com o meu voto. Penso até que desde que este governo tomou posse e começou a mexer, que me atormento com a ideia do que fazer chegada à altura de me manifestar. 
Ouvidos amigos/familiares/ comentadores…mais ou menos inocentes…os próprios candidatos e continuo igual. 
Não lhe chamo indecisão. O mal não é meu. É da opções que me surgem que tornam a escolha impossível. Impensável não ir votar.  É ponto de honra fazê-lo. Mas votar em quem?
Tenho tentando várias linhas de raciocínio para conseguir chegar a bom porto, mas invariavelmente chego a beco sem saída e a soluções com as quais não me sinto bem com a minha consciência. 
Explorei o voto em branco como forma de dizer que não gosto de nenhum dos candidatos, mas parece que não conta. Da mesma forma me atirei ao nulo, o voto idiota, que a grande custo faria, mas que  também não conta para o apuramento dos resultados. 
Portanto tenho de escolher. E de novo…escolher o quê? Quem?
O voto útil?
O que é isso?
Não me sinto confortável em fazê-lo para jogar com a dinâmica doo equilíbrio de forças.
Posso acabar a votar num Partido que não me revejo e sem conseguir aquilo a que me propus. 
O voto no PSD e num Primeiro Ministro que não sabe que necessita de pagar Segurança Social?
É um insulto para mim que tanto pago de impostos ter alguém a governar-me com essa postura. E que acha que essa é uma situação perfeitamente normal. 
Votar PS e ter como Primeiro Ministro um indivíduo que chega ao cargo vergado sobre o peso de tanto compromisso que teve de fazer com os seus correligionários e que nos vai dar para a mão dinheiro das nossas pensões futuras, para que possamos estimular a economia? Não me parece que o vá fazer. Acho a ideia perigosíssima e que pode afundar ainda mais as pessoas para além daquilo que já se encontram. Sem que na sua generalidade tenham noção que vão condicionar o futuro, que de mau já tem muito.
PCP, BE? Não conheço os seus  programas a fundo, mas têm lá  a saída do Euro. E se ao clube do Euro poderemos não ter condições para  pertencer, eu prefiro pagar o preço actual do que passar por pior ainda com a saída do mesmo. 
Resta o quê?
Nem sei bem. 
Da mesma forma que não sei o fazer. E onde votar. E sentir que vote onde votar não vai ser com gosto. 
Talvez se consiga um voto de mal menor. Mas não acho ser isso construtivo nem forma de estar nesta vida. 
Escolher o mal menor! Bahhhh!

domingo, 27 de setembro de 2015

Desfrutar

Ainda que pareça, não me fui embora e ainda por aqui ando.  
Passei o Verão ocupada com imensas contrariedades e apesar da vontade de aqui vir e de  escrever umas linhas, a pobre (da vontade) não era assim tão forte que fosse capaz de vencer a inércia de nada debitar. 
Depois de tudo resolvido e a meu contento, vi-me a braços com o gozo de longos quinze dias de férias. E fiz-lhes jus. Talvez como nunca antes tinha feito com umas férias, em que sempre me ocupei  em andar dum lado para o outro, dentro ou fora, mas sempre numa fona de planos e projectos. 
Para estas não tinha nada disso. Estava até apreensiva com a falta do que fazer que se perfilava.  Sossego geralmente é para mim sinónimo de monotonia. Mas estabeleci que o objectivo único era desfrutar. Do tempo de descanso, do sitio que escolhi,  da família e dos encontros com os amigos que se proporcionariam.
Ainda me armei em parva nos 3/4 dias iniciais. 
Eu sou um perigo para mim própria, caso não se saiba. Eu e as minhas insatisfações conseguimos dar cabo de muito do meu bem estar : Tudo a correr pelo melhor, rodeada pelas pessoas de quem mas gosto nesta vida,  mas ainda assim dei por mim a pensar que era a mais infeliz das criaturas. 
E de repente, sem que nada acontecesse que o explique, deu-se o click. Traduzindo: a parvoeira foi-se.
Fiquei bem. Bem estar que tem durado. 
E contrariamente ao que seria de esperar, eu que gosto tudo muito explicado, nem tenho andado preocupada em explicar o fenómeno. Nem a sofrer por antecipação à espera que ele acabe. 
Limito-me a desfrutar da coisa. 
Sem mais considerações para não estragar. 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Gosto

Muito do meu dia de ontem foi passado a observar outros. Não por qualquer tipo de taradice que me esteja a atacar, mas porque quem está de assistência à família num Hospital, tem todo o tempo do mundo para estes e outros passatempos, enquanto espera que as horas passem.  
Registe - se  que tudo está bem em termos de saúde comigo e com todos os meus e que a intervenção cirúrgica da minha cara metade correu bem, estando nós já em casa. 
Nas imensas coisas que fui observando ( é verdade…não me escapa nada…às vezes não gosto de ser assim…) dei conta de um miúdo, 9, 10 anos, que chorava, assim de uma forma meio contida, mais amuo que choro, sobretudo mais desconsolo do que raiva, maõs nos bolsos,  posição típica de desafio ou de defesa, qui ça! e que dizia para uma senhora, que presuponho ser a sua Mãe: "Pois! Também não posso fazer nada!". E como esta Mãe, toda paciência, falava com ele de uma forma super calma e que no fim o fez dar um sorriso meio escondido, meio a contragosto, mas cujo significado não era outro senão o de que o desgosto que o miúdo tinha, passou. 
Note-se que nada ouvi da conversa, a não ser a frase que li nos lábios do miúdo, mas que todo a linguagem gestual foi imensamente expressiva da situação, sobretudo porque me foi imensamente familiar.
Revi-me na figurinha, a fazer uma birra e tendo a minha Mãe ou ao meu Pai ao a conversar comigo e fazer-me vir lá do fundo da minha mágoa, por isto ou aquilo, dando-me a volta e fazer-me ver cor em em algo que até ai me parecia de um negro profundo. 
Saudades de quando eles conseguiam fazer-me isto.  E ainda conseguiriam, não fosse o facto de eu ter crescido e infelizmente ter perdido a capacidade de me deixar convencer. 
Apesar desta saudade foi um gosto assistir à cena e recordar. 
Deixou-me de sorriso na cara.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Entretimento

É curioso como as dores com que acordava diariamente se desvaneceram desde o final de Maio. Foram substituídas por uma tosse persistente e por ela completamente ofuscadas do meu dia-a-dia. 
Visto assim de ânimo leve, até pode parecer que as queixas matinais não eram mais que um capricho e uma vontade minha, de chamar a atenção. E que a presença da tosse as veio dispensar de se apresentarem ao serviço. Coisa que não é verdade, uma vez que são de uma abnegação e de um apego à minha pessoa, do outro mundo. Ando por isso intrigadissima com o assunto e de que forma se pode explicar o fenómeno da ausência das ditas cujas. 
Lei das compensações?
Se se tem uma maleita não se pode ter outra?
São questões que me atormentam. 
Registe-se ainda que a tosse está prestes a abandonar-me!
O que faz com que novas questões se me imponham: Voltarão elas? Foram-se para sempre? Serão substituídas por outra coisa qualquer, com o intuito de me dar sempre motivo para me queixar de alguma coisa e assim andar entretida? 
Note-se que este é um tipo de entretimento que dispenso perfeitamente…

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Nunca dei conta

Apesar de saber que os dias crescem até que o Verão se apresente ao serviço, o que acontece lá para o dia 21, nunca na vida tinha dado conta do quão grandes podem ser por esta altura do ano. E levo a olhar para a janela e a olhar para o relógio e de novo para a janela e para o relógio  e a pensar " Não pode ser, algo deve estar errado. Ou o Sol está totó,  que não se vai, ou o relógio deve ter ido desta para melhor. Ou sou eu que sou tonta e só agora, ao fim destes anos todos de vida é que dou pela coisa. Que é por demais evidente"

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Feriados

Se há coisa que de imediato espreito no calendário quando o novo ano chega são os feriados que ele traz consigo.  Tão só o planejar  e os múltiplos arranjinhos que podem surgir através da sua utilização, é para mim prazer imenso. Acrescente-se ainda a este prazer aqueles, em que não se aproveitando para nada, surgem a meio de uma semana e permitem quebrar o ritmo, ficando-se, no mínimo,  com uma  alma renascida e com novo alento. Alento este que perdura, pelo menos 3 meses. Que é precisamente quando surge nova efeméride e novo feriado. 
Gosto muito!

domingo, 7 de junho de 2015

Atletismo

Sendo a vida uma maratona em que tem de se fazer gestão do esforço para que se consiga chegar o mais longe possível, acontece que eu não sei vivê-la de outro modo que não seja a alta velocidade e sem gerir coisa alguma. Refiro-me à minha integridade física e claro, mental. 
Tal como numa corrida de 100 metros em que tem de se dar, naqueles instantes que levam a percorrer a distância, o tudo por tudo para se ter êxito, dou tudo, em todas as situações, mesmo as mais comezinhas, sem medir e relativizar a  importância das coisas face ao esforço, esquecendo-me que isso tem um custo. O de ficar exaurida, cair de quatro e levar tempos infindos a recuperar.
Por mais que disto tenha consciência, que me auto - avise, na próxima faço igual, qual burro que frente a uma cenoura anda sem fim até a apanhar. 


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Versatilidade

Fiz hoje uma incursão ao Shoping para acompanhar a minha Mãe tanto física e como psicologicamente, na aquisição de um fato de banho. A Senhora fez anos recentemente, sendo que a minha prenda de aniversário  foi precisamente o dito fato de banho e a tarde passada nas compras.
Mas línguas que estejam já a pensar "Rica desculpa, para ir gastar dinheiro" ficam já informadas que para além disso não comprei mais nada, porque dinheiro não o tenho, nem que seja para mandar cantar um cego. Mas sim, tive a disponibilidade para a poder ajudar na escolha, que isso já é riqueza bastante!
Mas adiante que o assunto não é esse. 
Prende-se com uma coisa que se calhar meio mundo adora mas que sinceramente eu não acho graça alguma.  Assunto, como todos sobre os quais me debruço,  deveras importante e que me incomoda. 
Falo da versatilidade das malas da Parfois.
Tanta, mas tanta é ela, que adquirindo um item conseguimos trazer três looks diferente sempre com a mesma santa mala. Tem uma dentro da outra que se podem usar separadamente. Se caso for conseguem ser reversíveis e usadas dos dois lados. Enfim! Um cumular de atributos que para mim não são vantagem alguma. 
Antes pelo contrário. 
Dão-me ânsias. 
Eu só quero uma mala, não uma infinitude de possibilidades e situações que implicam uma dor de cabeça na escolha e um consumo desmedido de tempo na decisão de a adquirir e conjugar.
Escusado será dizer que não tenho qualquer mala da referida loja, não tenciono ter e apesar de não ter raiva de quem as têm, sempre me fica a reflexão: "Estas almas não pensam, devem ter a vida num inferno com a mala que têm!". 

domingo, 17 de maio de 2015

À toa

Ando meio desonrientada. 
Não sei muito bem porquê. Ou incluso se de facto estou mesmo desorientada ou se o mal de que estou acometida é, tão somente, orientação à mais. 
Sinto que não estou normal. Que o meu Eu, não está cá. 
Dos mil um interesses que tenho e das imensas ideias, planos e projectos, que vão correndo por esta cabeça, nenhum consegue captar a minha atenção a 100% e preencher-me seja de que maneira for.
Ao contrário de outras ocasiões, sinto que esta não é uma doença grave. Que não se trata de nada fundamental, mas apenas de uns pequenos ajustes que tenho que realizar na cabeça. 
Sei que não vai durar para sempre. 
Até acho que está quase a resolver-se.
No entanto já se instalou há algum tempo. 
E não estou propriamente a desesperar com o assunto, apesar de me espicaçar mentalmente todos os dias com ele e com a forma de lhe dar a volta. 
Sei que a solução tem de vir de mim e que surgirá sobre a forma de um click onde se encaixarão várias  peças que andam para aqui soltas. 
Sei que me vai parecer super evidente e que me vou recriminar por não ter visto o óbvio.
Sei muita coisa. E não sei nada…
E sei que me sinto completamente à toa. 
Coisa que detesto. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Combinações horárias

Sou chata com as horas. 
Se as combino, cumpro. 
E se as cumpro não espero menos da outra parte. 
Está-me na massa do sangue, penso que por culpa do meu Pai. 
E orgulho-me de ser assim. Ainda que por vezes não fosse necessário tanto rigor.
Falta-me o ar e corro esbaforida se me atraso, ao mesmo tempo que começo a stressar sempre que a hora chegou, ameaça ir e o previamente marcado não se realiza. 
Justificações à parte, porque imprevistos acontecem, relativizando situações e a sua importância para o dia-a-dia, o certo é que acho uma falta de respeito fazer esperar alguém ou fazerem-me esperar que alguém (ou algo) surja. Cada qual é livre de se comportar como entende, mas o certo é que a liberdade do outro termina onde começa a minha, e se consomem o meu tempo, é a minha liberdade que estão a limitar.  Abuso que nem sempre estou disposta a permitir. 
E se esperar é mau, que dizer de marcar uma hora com alguém e esse alguém chegar uma hora mais cedo? E com a maior das desfaçatezes esperar que não tivesse importância alguma? Mesmo que me impedisse de  almoçar?  Uma enorme cara de pau, não?  Com certeza alguém que considera que o seu tempo é mais importante que os restantes mortais. E eu, como sempre parva, cheia de rebuços e incomodadissima por ter de dizer o óbvio: Venha quando combinamos. 

domingo, 19 de abril de 2015

Namoros

E depois de uma época em que sair à rua só podia acontecer desde que ataviada com uma ou várias pulseiras, eis que actualmente me sinto presa e com falta de ar se as coloco. Pelo que me encontro num período de pousio em que apenas anéis e brincos rodam. Pousio esse que de tão longo me leva a estar  acometida de uma febre por Fios. Bem entendido que não os que tenho, mas sim outros, de outra espécie, precisamente aquela  que não se encontra no meu portefolio. Aqueles fininhos que pela su simplicidade, são um encanto.
E depois de um intenso e prolongado namoro, coisa para 6 a 8 meses, resolvi adquirir um dos ditos cujos. Esperei uma longa e comprida semana para o receber, uma vez que foi via net que me resolvi a compra-lo. Chegou na passada Sexta feira, mesmo a tempo de o estrear no fim de semana.
Apesar da demora, calhou mesmo bem.
E depois?
E depois, não gosto dele.
Maldita hora em  que resolvi resolver-me e avancei para a compra.
Se já tinha para mim que por vezes mais vale um namoro platónico de que um conhecimento mais profundo, este só veio confimar a regra.

domingo, 12 de abril de 2015

Serão de Domingo

Se há coisa que detesto é o serão de Domingo. 
Não que sofra antecipadamente com a chegada de Segunda Feira. Apesar de adorar o fim de semana, não me é penoso vê-lo partir e o certo é que gosto imenso do bulício que acompanha os dias da semana. 
O que me atormenta é que ao serão de Domingo não há que fazer. 
Funciona, para mim, como um compasso de espera. Uma espécie de antecâmara de algumas horas entre uns dias de descanso que tanto gosto e a  semana cheia de adrenalina em que ultimamente me viciei. 
Coisas interessantes para fazer não há. Já se fizeram durante o fim de semana. 
Coisas interessantes para iniciar não há. Afinal Segunda feira é já ali e pronto, começar por começar,  logo se começa amanhã.
Meias e Cuecas para dobrar, resultantes da barrela do fim de semana, não são grande estimulo. 
Contar com a televisão seja para o que for, é mentira. 
Concursos e concursinhos que me prendam ao ecrã com apresentadores histriónicos, estão fora de questão e ficar presa a ver um filme ou uma serie é impensável. Tenho mais que fazer ( resta saber o quê). 
Ler, que é sempre um valor seguro, mas que depois do fim de semana, em que regra geral me aplico mais intensivamente na  actividade, parece pouco apelativo. 
Sendo assim, que me resta?
Lamentar-me. E esperar que as horas passem. 
Coisa estúpida de se fazer, bem sei,  mas é como sinto o serão de Domingo.

terça-feira, 24 de março de 2015

Alarmista? Eu?

À medida que avançamos na idade vamos ficando cada vez mais sabedores das "coisas", fruto das  muitas experiências que vamos vivendo. Cada vez mais me vou apercebendo disso (constatação que não é de agora)  e sinceramente, do alto da minha provebial idade, não trocava a sabedoria de que sou detentora, por nada deste mundo. 
E se esta sabedoria minha sobre o mundo, é verdadeira (ressalve-se que tenho a noção de que nada sei), também não deixa de ser verdade que cada vez  me vou conhecendo melhor. E que eu, que sempre comigo vivi, e que me conheço de cor e salteado, ainda me consigo surpreender e aprender coisas novas sobre mim. 
Hoje apreendi que consigo ser imensamente alarmista. Já desconfiava, mas hoje dei por mim, a olhar precisamente para mim e a perceber a forma como eu consigo chamar todo o corpo de emergência de que disponho, pô-lo de prevenção e mandar toda a gente para casa, porque afinal, não foi nada. 
Qual Pedro e o Lobo…!

domingo, 15 de março de 2015

Sonhos


Em regra insónia é coisa que não me assiste e assim que apago a luz de imediato começo a desbravar as horas de sono que o despertador me permite. De há uns tempos para cá tenho, no entanto,  um extra na minha noite de sono, sendo que a passo entretidíssima. A fazer o quê?
A dormir, pois claro! Mas também a sonhar que nem uma perdida.
E se por definição sonho é coisa boa, pode dizer-se que estes meus sonhos, são tudo menos bons, ainda que não estejam na categoria do pesadelo, e não, decidamente, dispenso que se realizem.

sábado, 7 de março de 2015

Coisa boa

Sextas feiras, ao volante, na hora de regresso a casa vinda do trabalho, com um fim de semana à porta que se adivinha cheio de bom tempo e uma música boa boa a tocar no rádio.
Não há igual!

terça-feira, 3 de março de 2015

Reflexões importantes

Que sentido fará subscrever todas as Newsleters deste mundo, achando que podem trazer-me informações importantes,  para depois as classificar rapidamente como lixo, uma vez chegadas à caixa de correio, sem direito a leitura prévia?
Está bem de ver que nenhum.
Com ou sem reflexão.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lavar e durar


Tendo estado entretida a crescer para os lados durante todo o 2013, vi-me forçada a deixar de visitar o meu roupeiro em profundidade, sob pena de ter gravosos ataques de falta de auto estima ao verificar que a roupa não me servia. Restringi-me assim aquelas coisas que garantidamente sabia que me serviriam e claro, dei-me ao trabalho de comprar uma coisinhas para não andar tão infeliz. Poucas é certo, porque sabia que a questão seria transitória e porque sinceramente achava um desperdício comprar/gastar mais tendo o roupeiro cheio. 
Em 2014 estive entretida a recuperar a figura de 2012 e pude passear (quase) à vontade pelo roupeiro fora e descobrir a imensidão de roupa que tenho. Acho que comprei umas 6/7 coisas novas. 
E que teho eu? 
Coisas para lá do obsceno. 
E curiosamente tenho sempre a sensação, a cada estação que entra, que me falta uma peça ou outra. 
E falta. 
Mas o que tenho é osbceno. 
Se visto tudo o que tenho? 
Não, mas visto grande parte e mesmo fazendo uma selecção ainda teria muito. 
Esta conversa toda porque resolvi arrumar o roupeiro inteiro. E fiquei chocada com o que lá existe. 
E que eu nem tinha a noção. Só depois de ver o sortido de casacos todos em fila me apercebi que tenho casacos para mais 2 vidas. E quem diz casacos diz qualquer outra coisa…
Alguma da roupa tinha-me esquecido completamente que a tinha. Sendo que tenho boa memória…e que para eu gaste dinheiro é preciso fazer um requerimento. Mais grave ainda, porque de há 2/3 anos para cá ando propositadamente fora da rota das compras. E se vou para essas bandas, raramente trago alguma coisa para casa. Bem sei que a "disponibilidade" para gastar se alterou, mas mais do que isso, que sempre se arranjaria qualquer coisa se fosse o caso,  passei a encarar a roupa como um desperdício. Não me faz sentido comprar tendo em casa. Depois acho tudo imensamente caro e sinto-me incapaz de dar pipas de dinheiro por roupa (ou por qualquer outra coisa).  Um € 19,99 já me põe os nervos em franja! Compras, só nos Saldos e mesmo assim…só com um negócio imperdível. 
Como é obvio, sei como resolver o assunto, havendo tanta gente que pouco ou nada tem para vestir. No entanto a questão não é essa. Não sou de esbanjar, não tenho recursos ilimitados, não sou distraída, tenho bem noção do que faço, sou totalmente contra o desperdício, mas ainda assim acumulei uma colecção imensa. Como é possível? 
E mesmo com tantos cuidados e cautelas, estou afogada em artigos vários. Que estão para lavar e durar. 
E que me impedem de voltar a comprar seja o que for, pelo período mínimo de 5 anos, muito provavelmente.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Eu e a Praia (ou "Eu" com tudo o que existe nesta vida)

Levo muito a sério esta coisa dos signos. Ou melhor, não levo nada a sério e tenho mais que fazer na vida do que ligar a essas coisas, mas acho que as características do meu signo casam tão bem com a minha forma de ser. Eis a descrição, segundo a revista Activa, de como "Eu" vivo uma ida à Praia. Repare-se na parte dos condizeres…é a minha cara.
"Leva as férias a sério, como leva a sério tudo na sua vida. A toalha tem de condizer com o biquíni que tem de condizer com o guarda-sol que tem de condizer com as sandálias. Tudo tem de estar perfeito, o que é um stresse. Se há um carro à frente dele stressa, se há um mosquito na areia stressa, se a maré está cheia stressa, se o nadador salvador não tem um ar competente stressa, e está estendido na areia a pensar que pode apanhar cancro da pele, que pode perder o ticket do parque de estacionamento, que o gelo da coca cola pode estar contaminado ou que a água pode estar gelada e ele pode apanhar uma congestão ou ser atropelado por um surfista.  Se conseguir relaxar, é das melhores companhias, porque de facto nada corre mal."
* Estou boa da cabeça, claro. Não estive a escrever esta estopada toda. Limitei-me a copiar do site. E sim, não tinha nada de mais interessante a que me dedicar. 
E sim, estou farta de tentar tirar este fundo branco, mas não consigo…:(.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sem nada para dizer

Ainda que carregada de coisas para dizer, não disponho de tempo nem de pachorra (palavra que não uso para nada, mas que ficou bem aplicar aqui) para estar com grandes escritas.  Falta-me o tempo e encontro-me desorganizada em termos de temáticas. Ou seja, ando ocupada de mais com obrigações que me sugam vida e ocupada de menos com devoções que me carreguem baterias. 
E sim, sou uma má gestora de interesses próprios. Guardo-os sempre muito bem para um depois. Que nem sempre acontece…

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Boletim clinico

Em casa, de braço ao peito, depois de cirurgia programada ao dito, cheia de vontade de me portar bem e não fazer asneiras de tipo algum que possam pôr em causa a recuperação que se prevê ser longa ( um imenso mês), com o firme propósito de não tocar no Pc, excepto no estritamente necessário e imprescindível, como é o caso. Não excessivamente entediada, nem embirrenta e extremamente contida na demonstração de desagrado por toda esta situação, sem antever crise de impaciência a aproximar-se, o que é verdadeiramente de louvar dado o caracter da peça (opiniões minhas, claro). Refira-se ainda a ausência de dor permanente, o que como óbvio, possibilita toda esta boa disposição…


sábado, 3 de janeiro de 2015

Inutilidades

Sempre adepta das listas de tudo e mais alguma coisa, não me passam ao lado,  como é óbvio, as listinhas que compilam aquilo de deve ser lido ou no ano em questão, ou na década em que estamos, ou   que por uma razão ou outra são imperdíveis. Dou sempre conta delas! 
E é sempre com um misto  de "Deixa lá ver quantos me faltam" ou com um "Que inculta és…não leste nada disto!" que acabo por as percorrer de fio a pavio. Sendo assim e influenciável que sou, vou ficando com montes de referências livrescas, que em regra, não aproveito, mas que por vezes utilizo. Nem sempre com bons resultados, verdade seja dita.
Depois de uma primeira experiência com Dostoiévski e os "Irmão Karamazov" que tive de deixar a meio por manifesta incapacidade de comprender o propósito do livro, ainda que guarde muitas das personagens, resolvi a custo e deveras receosa de novo desgosto,  dedicar-me a outro Russo, neste caso Tolstoi e o seu "Guerra e Paz", que encontrei numa lista dos 50 livros a ler durante a nossa vida, e claro registei para leitura futura. 
Estando o livro em casa, porque fazia parte da biblioteca dos meus Avós, estando eu sem livros a que me dedicar,  resolvi deitar mãos à obra e começar a saga. Ainda que com um pé muitíssimo atrás. 
As primeiras impressões não são más, mas posso dizer que o livro ainda não me agarrou e já vou adiantada, o que me leva a concluir que não nasci para ler Russos. 
E decididamente as listinhas não são para ter em conta.  
Ou são, eu é que sou assim, meio tacanha, e não consigo perceber a elevação da coisa.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Corrida

Vim numa corrida, antes que se me acabasse o dia, escrever  umas letras para acabar com o enguiço da falta de escrita aqui no pedaço.  Caso não o fizesse, certamente que havia de arranjar um pezinho para me manter todo o santo ano de 2015 arredada deste sítio. Dada a radicalismo, como se sabe, foi a forma de me vincular perante o mundo (entenda-se a minha consciência) de que tenho que cá voltar. E como tenho vergonha na cara (muita até), terei de o fazer muitas vezes, para que esta declaração não seja só uma manobra de diversão. 
Bom 2015!



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Vexatório

Haverá no mundo certamente problemas piores do que aqueles que atormentam a minha vidinha. Mas tenho para mim que tudo me acontece. Bem sei que tenho a mania que sou importante e que tudo o que vou vivendo e passando é, no mínimo,  uma tragédia grega, coisa nunca vista, do mais inusitado que já aconteceu a alguém. 
Bem sei...mas atente-se à coisa:
Há um ano e meio caí de rabo em cima do meu telemóvel, recém adquirido. Não que seja meu habitual fazer tal, nem que seja descuidada com os meus pertences, mas aconteceu! 
E tinha só seis meses, o dito cujo! Ai ai! 
Bem entendido que não sendo o supracitado de ferro,  ficou meio escavacado e logo no ecran. Precisamente no sitio onde se liam mensagens e viam números de telefones e essas coisas normais num telemóvel...
O desgosto? Esse foi sem tamanho!
Eu adorava a máquina! 
De imediato se instalou uma dor de alma profunda pelo acontecido que me acompanha,  a certeza que um dia teria de a substituir, acompanhadas de um sofrimento para fazer o mais básico dos básicos, mas dado o amor pela peça...a tudo me sujeitei. Até porque o mal não era do aparelho mas sim do que eu lhe tinha feito. Coitado!
Depois de ficar sem bateria a meio de conversa, de estar já sem teclas funcionantes e de outras tantas peripécias e de achar que já tinha sido penalizada o suficiente pelo que fiz,  me resolvi. E comprei novo. Não foi amor o que me levou a adquirir nova peça, mas sim o bom senso e a gestão de recursos. Um útil com um agradável. 
O resultado, deste acto tão pensado e  esperado? 
Uma enorme decepção!
Sei que era difícil fazer esquecer a paixão que tinha pelo anterior. Os amores verdadeiros são assim,  inesquecíveis. E este era um amor assolapado. 
Sabia isto tudo. 
Mas não estava preparada para tamanho desgosto.  Sobretudo porque este novo "bicho" que adquiri é um desastre em comparação com o outro. E tem ainda associado o facto de me deixar capaz de me sumir chão adentro cada vez que toca. É do mais vexatório que pode haver para alguém ter um telemóvel em que não há um toque que traga incorporado que seja capaz. 
Não sei que faça. 
Estou perdida e a sentir-me a mais infeliz das criaturas.
Não sei se vou conseguir superar este rude golpe.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Novo post

Rondas várias aqui pelo pedaço permitem-me adivinhar que devo estar prestes a dar à luz novo post. Aguardemos placidamente o resultado.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

"A meu ver"

Sou peniquenta. 
Já se sabe.
E tenho uma ou outra peniquentice de estimação, como é o caso das palavras e das expressões. Que uso, abuso e invento a meu belo prazer.Mas sempre dentro de um limite do  Porteguezinho correcto...uhm...mais ou menos...mas adiante.
Diga-se que as ditas palavras e expressões,  têm a capacidade de me seduzir por completo e que a sua descoberta e aplicação me deliciam.
Não é  o caso deste "A meu ver" que volta,  que não volta,  ouço. E pior, dos piores, leio! Sinceramente...abomino. Acho rústico...de um construção frasistíca do mais reles que possa existir. Miserável, mesmo. Acho que é de uma incorrecção face à língua Portuguesa, imensa.
A última vez que a ouvi, foi pela boca do Bagão Félix em que "....a meu ver, este orçamento...".  
Ai, que horror! Socorro! Não repita, por favor,  que me dá um ataque de falta de ar!
Infelizmente, não tenho conhecimento gramatical que me permita ter a certeza do que digo e adorava que houvesse uma alma que me dissesse que tenho razão e o porquê da incorrecção da frase. Que me explicasse aquilo que eu intuitivamente sinto, assim como que uma  coisa visceral, que vem de dentro e me transtorna por completo!

domingo, 14 de outubro de 2012

Visita

Encontrei-me hoje com a minha balança.  
Não foi uma coisa casual mas também não resultou de amplos e profundos pensamentos sobre se deveria ou não dar-lhe essa confiança. Apenas achei que estava na altura de o fazer, depois de meses e meses em que conscientemente a devotei ao ostracismo. 
As visitas que lhe faço são geralmente penosas pela falta de diplomacia que a mesma revela ao emitir relatórios factuais de imediato e de uma exactidão perfeitamente dispensável face à sensibilidade do assunto. Os mesmos que depois de uma vida inteira de pratica teimam em não me satisfazer. Hoje não foi excepção. No entanto a Srª  estava para o simpático e as notícias que me deu não tiveram a gravidade que eu julgava que iriam ter.  Estou péssima mas aquém daquilo que julgava ser a minha magnitude actual. Ou seja....faltam 2 quilos para ter um peso pornográfico.  Podia no entanto não faltar nenhum. Donde se infere que a visita correu bem,  e que, embora não parece, eu tenho uma boa capacidade de relativizar a desgraça.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Etapas

A nossa vida passa por várias etapas que são marcadas sobretudo pelo escalão etário em que nos encontramos. Cada uma dessas etapas se encontra associada a rituais sociais vários,  que mal ou bem somos "obrigados" a frequentar por inerência da nossa condição se seres sociais e inseridos em comunidade. Uns de natureza alegre e teor feliz, outros menos prazeirosos e acompanhados de tristeza e dor.  Eu, bicho do mato assumido, me confesso e digo que  os abomino a todos. Ainda que tolere alguns..ou mesmo todos, que outro remédio não tenho e birras não posso fazer. Sempre vou protestando para espairecer!
Todo este "introito" para dizer que se  anos houve, muito distantes já, é certo,  em que meio mundo se resolveu casar,  porque estava na idade e eu tive de comparecer a inúmeros eventos dessa natureza porque também eu, estava na idade,  sempre com grande padecimento pessoal, anos se seguiram com meninos a nascer, com  a alegria e felicidade  que isso representa para todos, até para mim que sou um bocadinho humana, eis que agora me encontro na fase em que  se sucedem os funerais de entes queridos mais ou menos próximos e que não pensei, de todo em todo, estar a assistir nesta etapa da minha vida.  Não tão cedo. Este ano já conto 4. Completamente fora de tempo. Do meu tempo, pelo menos.

sábado, 18 de agosto de 2012

Adenda

E ao post anterior,  que isto dos Mealheiros tem mais que se lhe diga. E eu não posso guardar só para mim um outro ponto de vista, que tenho exactamente sobre a mesma temática e que me parece de toda, para não dizer da mais elevada, pertinência. 
E que digo eu?
Digo que, seja lá como for, gostando-se ou não, fazendo-se ou não,  existe sempre, sempre um Mealheiro ou similar onde se acumula algum dinheiro, em todas as casas. Até eu o tenho apesar de jurar a pés juntos que não. Geralmente o dito está ali à mão de semear para ser recordado e para que se possa interagir com ele. O que tem toda a lógica que assim seja. Mas vá que um amigo do alheio entra casa adentro.  E o que era lógica e pragmatismo passa a ser uma atitude extremamente imprudente. E irreflectida. Não se deixam as nossas poupanças assim ao Deus dará.
Como é óbvio o Sr Ladrão tem de fazer pela vida e apropriar-se daquilo que lhe parece ser mais apetecível. E face a um Mealheiro que esta ali, que vai fazer? Ignorar? Ou imediatamente o colocar debaixo do braço? Eu caso tivesse tal profissão não hesitaria...
Posto isto, e feita que está a chamada de atenção para mais um problema que um Mealheiro na nossa vida pode acarretar, vou ali. Já volto.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Inveja


Adoro Mealheiros. Só por si e enquanto objecto, o Mealheiro me encanta. Sempre assim foi. Desde os mais tradicionais até aos mais "idiotas"na maneira como a forma surge aliada à função a que se destinam. Amo de paixão. Gostaria de os ter às dúzias. Mas é com imensa pena que não os tenho,  e a mim me culpo, porque na hora da verdade, da compra, mais propriamente dita,  a minha consciência vem lá do fundo e me diz "Para que o queres? Não o usas!" e assim  se evita o terrível erro de adquirir uma peça dessas para ficar votada ao abandono. Porque não concebo Mealheiros sem ser a produzir. Além de os adorar enquanto objecto, também os adoro pelo conceito que lhes está subjacente. A poupança. Mas é sobretudo a capacidade, a disciplina e perseverança que é necessária durante longos períodos de tempo,  de uma forma diária e com uma dedicação imensa, para que o Mealheiro cumpra a sua função e seja o repositório de um pecúlio digno de registo, de que dão provas seres superiores à minha pessoa, que me fascina. E dos quais ouço relatar os feitos sempre com uma imensa atenção,  como que se ouvindo a experiências de terceiros com os ditos Mealheiros, possa também eu ser capaz de descobrir o mistério que esta por detrás da capacidade de encher um objecto destes. Porque eu não consigo. E gostava imenso de o fazer. Mas não sou capaz.  E não porque seja gastadora, mas porque acho que não me posso dar ao luxo de estar a acumular dinheiro num sitio sem que o tenha todo, todo contadinho. Ou seja, é a minha forretice que me impede de usufruir da função e tenho desgosto que assim seja. E invejo de sobre maneira quem consegue levar tal tarefa a bom porto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Protesto

Quando diz "Puxe", eu, que não gosto cá de ordens, sobretudo quando são dadas de forma avulsa,  abusiva e  imensamente tendenciosa, está bem de ver que imediatamente empurro.  É que nada me ocorre a fazer senão contrariar a imposição que me surge pela frente. Não sou "Maria vai com as outras".  Há que combater estes excessos de autoritarismo! Já quando diz "Empurre" surge de novo o problema. Ainda que numa situação inversa. Mas sendo eu uma pessoa coerente, de imediato passo à acção e de forma decidida e absolutamente convicta do que estou a fazer,  puxo. Pois claro. Outra coisa não seria de esperar. Que a mim não me vergam. Debaixo de tanta bondade informativa só pode estar a imensa conveniencia de alguém que se presta a dar ordens assim. Coisa com a qual não pactuo. Pelo menos às primeiras impressões...às segundas, resigno-me, reclamo para dentro e faço o que me mandam. Porque se virmos bem, não tenho alternativa. 
Mas o protesto inicial ninguém pode tirar-mo. 
Nem educar-me para que não o faça. 
Diria até que sou um caso perdido! Hei-de protestar até morrer.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Branco a mais?

Pois, pois...
Parece um hospital com tanta cor fria?
De facto...
Inospito e pouco carismático?
Sim...com certeza...
Se tenho desgosto?
Algum...
Se gostava de voltar atrás?
Parece-me que sim...
Se estou muio arrependida?
Não é bem o caso...
Se vou pensar muito sobre o assunto?
Certamente...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sovada

A ideia que tenho (tinha) de mim, é a de que mesmo nas situações mais difíceis, eu consigo (conseguia) andar para a frente. Ponho (punha) capacete,  a dificuldade existe (existia), é (era) transposta e a vida segue (seguia) o seu belo curso, o assunto é (era) resolvido, morto e enterrado e como se nada tivesse acontecido, sem mazela de tipo algum,  o dia a dia volta (voltava) à sua normalidade.
Esta é a ideia que tenho de mim...mas cada vez mais este tenho é substituído por um tinha. 
Neste momento seja a cabeça de uma alfinete, seja a bomba atómica que surja e resolva rebentar na minha vida,  o impacto é o mesmo.  E perdi a capacidade de me recompor...mesmo que seja apenas a cabeça de alfinete que me esteja a atormentar.  Perdia-a. Pura e simplesmente o "acontecido" deixa um cicatriz profunda. Com a qual eu não consigo lidar.  E que me afecta por longos períodos. Faz com que me sinta sovada. Como que isto tem de físico mas também com o que tem de psicológico.  Fico "doente" com o assunto. Não  o consigo relativizar mas também não  lhe consigo reagir. Passo a estar assim como num estado de letargia, rendida a mais uma coisa menos boa que a vida me trouxe e sobretudo a pensar "Que mais me irá acontecer?". 
Rendida mesmo. Sem capacidade alguma de andar para a frente. E é isso que me custa. O sentir este handicap da minha pessoa. Esta fragilidade tão acentuada. Eu não era assim. E não acho que a exista justificação para este comportamento do meu Eu. Apesar das coisas menos boas que vou tendo que ultrapassar nada justifica esta minha imensa fragilidade. 
Mas ela existe. Instalou-se.  Não entendo o porquê. 
E sobretudo aterroriza-me a ideia  de que veio para ficar.